sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O grande mal da humanidade

Logo quando os homens passaram a andar sobre duas pernas, já surgiu o primeiro problema: eles se acharam dominadores do mundo. Quando os homens começaram a se comunicar, já começaram a se xingar e discutir possíveis soluções para uma utópica e inalcançável paz mundial. Passa o tempo, e na idade média o grande mal era personificado por aqueles que atentavam contra a (snif) igreja. Nos tempos modernos ele era o atraso tecnológico, e hoje em dia ele se manifesta na forma da violência, e para alguns demagogos, na forma do armamento
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Eu sei qual o verdadeiro grande mal. O problema da humanidade são os próprios humanos. Não é a arma, o entorpecente, o que atenta contra a religião, ou o que cria uma banda de pagode, mas sim quem está cometendo tais atos. Mesmo uma pessoa mal-informada, ao procurar tal coisa, SABE que aquilo trará mais consequências ruins do que boas, mas a mundana sensação de que naquele momento ele terá uma sensação boa o faz esquecer das consequências posteriores. E, na maioria das vezes, tal acesso a coisas danosas vem atrelado ao desejo de causar mal a alguém.
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O ser humano é um ser de mente fraca. Todos estamos fadados a, em algum momento de nossas vidas, ceder para algum impulso de idiotice e cometer o maior ato de imbecilidade, daqueles que nos fará motivo de piada para todos, mas em nossos corações sabemos que aquilo nos fará heróis - ou mártires - de nossa causa estúpida. E mesmo que não saibamos disso, faremos do mesmo jeito. Se vivermos em algum lugar perfeito, logo faremos algo para quebrar a harmonia do local. Se estamos em um lugar repugnante, tentaremos purificar o lugar de acordo com nossas concepções pré-construídas.
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A utopia é um objetivo inalcançável. A solução para os problemas da humanidade é simplesmente por fim a si mesma, o que também parece ser a culminação de todos os problemas. Paradoxalmente irônico. Onde está o Deus Católico para nos tranquilizar e nos abster de nossas vidas agora?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Carta ao meu futuro amor.

Ei, você. Você mesma. Ainda não me conhece, nem sabe quem sou, mas como eu em relação a você, sabe que sou a pessoa ideal pra você, assim como sei que você é perfeita para mim. Como? Ora, não preciso responder, quando você me conhecer vai saber como penso, e o que a fará perfeita para mim é justamente você me aceitar e me amar como sou, porque serei perfeito para você, pois a aceitarei e amarei como você é (será), e você será perfeita para mim...
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Ouso dizer que amarei você, afinal, será por isso que ficaremos juntos. Ouso dizer que desejarei você, pois será isso que virá como consequência do amor que teremos. Ouso dizer que você será linda, pelo menos para mim, mesmo que outros venham a partilhar de minha opinião. Ouso dizer também que iremos ficar juntos para sempre, pois eu irei escolher você dentre tantas, e você me escolherá dentre tantos.
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Nada me agradará mais do que sentir o calor do abraço seu que ainda não recebi, olhar nos seus olhos que ainda não vi, beijar os lábios que ainda não senti, tocar seus cabelos que não sei ainda como são (mas sei que você terá, mulher careca me dá medo, e você saberá disso). Nada me fará mais feliz do que fazer você feliz, mesmo que eu ainda não saiba como. Não se preocupe, quando nos conhecermos eu contarei a você o que me faz feliz, para que você assim o faça, não para me agradar, mas porque você gostará de receber meu sorriso que nunca viu, e meu agradecimento que nunca recebeu.
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Moraremos ali. Ali mesmo, naquele lugar daquela direção, perto dali, onde aquilo aconteceu aquele dia. Teremos talvez alguns filhos, cujo nome não decidimos ainda, pois não nos conhecemos. Nos casaremos naquela igreja, com todos os convidados, e esses sim são pessoas que conhecemos desde antes de nos conhecer.
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Brigaremos por nossa vida. Brigaremos com nossa vida. Brigaremos pela nossa vida. Brigaremos, mas com a certeza que nos amamos e nada destruirá esse amor que ainda nem nasceu, mas quando ele existir será a coisa mais forte que teremos juntos, e anunciaremos isso aos quatro ventos, mesmo que eu vá contra minhas convicções, porque sei que você fará o mesmo por mim. Faremos sacrifícios um pelo outro, mesmo que sequer saibamos nossos próprios nomes.
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A você, amor desconhecido, eu amarei você um dia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Primeiro.

Primeiro - Ordinal mais extremista da existência. Geralmente associado a coisas incrivelmente boas, ocasionalmente associado a ditados conformistas ("Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida"). Imagino que seja o conceito mais adaptável que existe, é quase como a morte: inevitável. Para tudo em sua vida, sempre haverá a participação do primeiro. Não podemos pular, passar direto para o segundo? Nem "Deus", o suposto onipotente, resposta para todas as perguntas que não sabemos responder, conseguiu escapar: teve seu primeiro dia, primeira atitude, primeiro ser vivo.

Primeiro - O sonho de consumo acadêmico. Todo bem-sucedido quer ser o primeiro da sala, o primeiro colocado, o primeiro na ordem de notas. Só esquecem que ser o primeiro não significa ser o melhor no que faz (alguém lembra do primeiro ser vivo? Eu não). O ideal é ser o primeiro em alguma coisa que ninguém ainda criou, mas os bons alunos, chafurdando em seus livros científicos, sonhando em ser o galã de suas mamães e professoras sem vida social, geralmente esquecem desse injustiçado objetivo. Pobre conceito da invenção, perdido nos confins das mentes que brilham.

Primeiro - Numeral ordinal, um primo do um.

"Os último serão os primeiros" - desculpa de perdedor.